Fundamentos e evolução das principais teorias administrativas – Parte 2

Fundamentos e evolução das principais teorias administrativas – Parte 2

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Continuando então o assunto:

 

Administração por objetivos:

A Administração por objetivos é uma técnica participativa de planejamento e avaliação por meio da quais superiores e subordinada definem, conjuntamente, aspectos prioritários, a saber:

– estabelecem objetivos (resultados) a serem alcançados, em um determinado período em termos quantitativos, dimensionando as respectivas contribuições (metas).

– acompanham sistematicamente o desempenho (controle) procedendo as correções necessárias.

A APO funciona como uma abordagem amigável, democrática e participativa servindo como base para novos esquemas de avaliação de desempenho humano, remuneração flexível e, sobretudo para a compatibilização entre objetivos organizacionais e individuais.

Após a escolha e fixação dos objetivos organizacionais, o próximo passo é saber como alcançá-los , isto é, estabelecer a estratégia empresarial a ser utilizada parta alcançar os objetivos globais e quais táticas serão adotadas.

Poderá haver conflitos entre os departamentos face aos objetivos individuais, falta de participação da alta direção, falta de acompanhamento e controle.

Escola burocrática: A escola burocrática foi criada para sanar a fragilidade e parcialidade da teoria clássica e da teoria das relações humanas, que eram incompletas, não possibilitando uma compreensão clara das organizações.

Teoria Estruturalista:

A Teoria Estruturalista representa um desdobramento da Teoria da Burocracia e uma leve aproximação à Teoria das Relações Humanas.Representa também uma visão extremamente crítica da organização formal.O movimento estruturalista teve um caráter mais filosófico na tentativa de obter a interdisciplinaridade das ciências.Parte do conceito de estrutura, como uma composição de elementos visualizados em relação à totalidade da qual fazem parte.Portanto por sua natureza todas as partes estão estruturadas(subordinadas uma a outra) de tal forma que alterações em qualquer delas implica em rever o todo.

A partir da Teoria Clássica, da Teoria das Relações Humanas e da Teoria da Burocracia, o Estruturalismo busca integrar os seus conceitos e processos através da abordagem múltipla na análise das organizações.

Abordagem Comportamental:

A abordagem comportamental marca a mais forte ênfase das ciências do comportamento na teoria

Administrativa e a busca de soluções democráticas e flexíveis para aos problemas organizacionais. Esta

abordagem originou-se das ciências comportamentais e, mais especificamente, da psicologia organizacional.

É com a abordagem comportamental que a preocupação com a estrutura se desloca para a

preocupação com os processos e com a dinâmica organizacional, isto é, com o comportamento

organizacional. Aqui ainda predomina a ênfase nas pessoas, inaugurada com a Teoria das Relações Humanas,

mas dentro de um contexto organizacional.

Teoria do desenvolvimento organizacional:

O conceito de organização para os especialistas em D O é tipicamente comportamentalista: “uma organização é a coordenação de diferentes atividades de contribuintes individuais com a finalidade de efetuar transações planejadas com o ambiente”. Esse conceito utiliza a noção tradicional de divisão do trabalho ao se referir às diferentes atividades e à coordenação existente na organização e refere-se às pessoas como contribuintes das organizações, em vez de estarem elas próprias, as pessoas, totalmente nas organizações. As contribuições de cada participante à organização variam enormemente em função não somente das diferenças individuais, mas também do sistema de recompensas e contribuições pela organização.

Toda organização atua em determinado meio ambiente e sua existência e sobrevivência dependem da maneira como ela se relaciona com esse meio. Assim, ela deve ser estruturada e dinamizada em função das condições e circunstâncias que caracterizam o meio em que ela opera.

Os autores do D.O adotam uma posição antagônica ao conceito tradicional da organização, salientando as diferenças fundamentais existentes entre os sistemas mecânicos (típicos do conceito tradicional) e os sistemas orgânicos (abordagem do DO). Os sistemas orgânicos tornam as organizações coletivamente conscientes dos seus destinos e da orientação necessária para melhor se dirigir a eles. Desenvolvem uma nova conscientização social dos participantes das organizações, os quais, contando com sua vivência particular, seu passado pessoal e sua autoconscientização, definem o papel deles em relação à sua organização.

Os especialistas em D.O destacam que as estruturas convencionais não tem condições de estimular as atividades inovadoras nem se adaptarem as circunstancias de mudanças.

Cibernética e Administração:

A Cibernética é uma ciência relativamente jovem. Foi criada por Norbert Wiener entre os anos de 1943 e 1947, na época em que surgiu o primeiro computador, bem como a Teoria de sistemas.

Cibernética é a ciência da comunicação e do controle, no animal e na máquina.

É uma metodologia que busca conjugar conceitos de diversas ciências a respeito de determinado objeto de pesquisa. É baseada na idéia de que um determinado objeto de estudo possui diversas dimensões e facetas que podem ser estudadas e entendidas por diversas ciências e que conceitos e princípios emanados de diferentes ciências podem ser empregados no estudo e compreensão de determinado fenômeno por determinada ciência.

Teoria Matemática da Administração:

A Teoria Matemática põe ênfase no processo decisório e procura tratá-lo de modo lógico e racional, através de uma abordagem quantitativa. A Teoria Matemática trouxe enorme contribuição à Administração permitindo novas técnicas de planejamento e controle no emprego de recursos materiais, financeiros, humanos e, sobretudo, um formidável suporte na tomada de decisões, no sentido de aperfeiçoar a execução de trabalhos e diminuir os riscos envolvidos nos planos que afetam o futuro a curto ou longo prazo. A Teoria Matemática presta-se a aplicações de projetos e trabalhos baseando-se na total qualificação dos problemas administrativos, abordando-os do ponto de vista estatístico ou matemático, oferecendo técnicas de aplicação ao nível operacional situado na esfera de execução.

Teoria Geral dos Sistemas:

A Teoria Geral de Sistemas não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas sim produzir teorias e formulações conceituais que possam criar condições de aplicações na realidade empírica.Ela critica a visão que se tem do mundo dividido em diferentes áreas do conhecimento, que classifica como arbitrárias, com fronteiras solidamente definidas e espaços vazios entre elas.

A Teoria Geral dos Sistemas afirma que as propriedades dos sistemas não podem ser descritas significativamente em termos de seus elementos separados. A compreensão dos sistemas somente ocorre quando estudamos os sistemas globalmente, envolvendo todas as interdependências de suas partes.

Teoria Contingencial:

A Teoria da Contingência enfatiza o mais recente estudo integrado na teoria da Administraçao é sem dúvida a mais eclética de todas, pois além de considerar as contribuições das diversas teorias anteriores, consegue coordenar os princípios básicos da Administração como: as tarefas, a estrutura, as pessoas, a tecnologia e o ambiente. Dentro de seu estado, as teorias administrativas anteriores são colocadas à prova, sua conclusões são confirmadas (cada uma de acordo com sua época, necessidade, ambiente, interação, compatibilidade, etc.), atualizadas, ampliadas, integradas dentro de uma abordagem mais complexa, permitindo assim uma visão conjunta, abrangente com maior maleabilidade e adaptação para cada organização e para a Administração como um todo. A abordagem contingencial mesmo tendo analisado outras escolas como a Teoria Clássica ou a Teoria de Sistemas, aceitou suas premissas básicas, mas adaptou-as a outros termos, pois, nela nada é absoluto ou universalmente aplicável. Tudo é composto de variáveis sejam situacionais, circunstanciais, ambientais, tecnológicas, econômicas; enfim diferem em diferentes graus de variação. De todas as Teorias Administrativas, a abordagem contingencial enfoca as organizações de dentro para fora colocando o ambiente como fator primordial na estrutura e no comportamento das organizações. De um lado o ambiente oferece oportunidades e recursos, de outro impões coações e ameaças à organização. 

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Material retirado do ebah, enviado por Julio Cesar e youtube

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