Morfossintaxe – Período simples e Período composto – Parte 2

Morfossintaxe – Período simples e Período composto – Parte 2

Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: e, nem, não só… mas também, não só… como, assim… como.

– Não só cantei como também dancei.

– Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.

– Comprei o protetor solar e fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.

– Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.

– Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.

– Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: ou… ou; ora…ora; quer…quer; seja…seja.

– Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.

– Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.

– Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.

Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: logo, portanto, por fim, por conseguinte, consequentemente.

– Passei no vestibular, portanto irei comemorar.

– Conclui o meu projeto, logo posso descansar.

– Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.

Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois.

– Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.

– Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.

– Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.

Classificação das orações subordinadas: substantivas (subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, predicativas, apositivas e agentes da passiva); adjetivas (restritivas e explicativas); adverbiais (causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais).

Orações Subordinadas Substantivas

São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.

Exemplo 1:

– A menina quis um sorvete. (período simples)

A menina = sujeito;

Quis = verbo transitivo direto;

Um sorvete = objeto direto;

Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.

Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).

Sendo assim, notamos que:

– A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)

A menina = sujeito;

Quis = verbo transitivo direto;

Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta

E ainda em:

– Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)

Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;

Quis = verbo transitivo direto;

Um sorvete = Objeto direto;

Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.

Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:

  1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.

Exemplos:

– É preciso que o grupo melhore.

Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva

– É necessário que você compareça à reunião.

VL + predicat. O. S. S. Subjetiva

– Consta que esses homens foram presos anteriormente.

VI + O. S. S. Subjetiva

– Foi confirmado que o exame deu positivo.

Voz passiva O. S. S. Subjetiva

  1. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.

Exemplos:

– A dúvida é se você virá.

Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

– A verdade é que você não virá.

Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

  1. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.

Exemplos:

– Nós queremos que você fique.

Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta

– Os alunos pediram que a prova fosse adiada.

Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta

  1. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.

Exemplos:

– As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.

Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta

– A mulher precisa de que alguém a ajude.

Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta

  1. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.

Exemplos:

– Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.

Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal

– Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.

Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.

  1. Apositiva: ocupa a função de um aposto.

Exemplos:

– Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.

Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva

Orações Subordinadas Adjetivas

Orações adjetivas são aquelas orações que exercem a função de um adjetivo dentro da estrutura da oração principal. Elas são sempre iniciadas por um pronome relativo e servem para caracterizar algum nome que aparece na estrutura da frase. Há dois tipos de orações adjetivas: as restritivas e as explicativas.

  1. S. Adjetivas Restritivas: funcionam como adjuntos adnominais e servem para designar algum elemento da frase. Não pode ser isolada por vírgulas, e restringe, identifica o substantivo ou pronome ao qual se refere.

Exemplo:

– Você é um dos poucos alunos que eu conheço.

Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva

– Eles são um dos casais que falaram conosco ontem.

Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva

– Os idosos que gostam de dançar se divertiram muito.

Suj. + O.S. Adjetiva Restritiva + VI + adj. Adv.

  1. S. Adjetivas Explicativas: ao contrário das restritivas, são quase sempre isoladas por vírgulas. Servem para adicionar características ao ser que designam. Sua função é explicar, e funciona estruturalmente como um aposto explicativo.

Exemplo:

– Meu tio, que era advogado, prestou serviços ao réu.

Sujeito + O.S. Adj. Explicat. + VTDI + OD + OI

– Eu, que não sou perfeito, já cometi alguns erros graves.

Suj. + O.S. Adj. Explicat. + VTD + OD

– Os idosos, que gostam de dançar, se divertiram muito.

Suj. + O.S. Adj. Explicat. + VI + Adj. Adv.

Orações Subordinadas Adverbiais

Existem nove tipos de orações subordinadas adverbiais. Esse tipo de oração age na frase como um advérbio, modificando o sentido de outras orações e ocupando a função de um adjunto adverbial.

As orações adverbiais são sempre iniciadas por uma conjunção subordinativa.

São elas:

Causal: designam a causa, o motivo.

Exemplo:

– Ela cantou porque ouviu sua banda favorita.

Comparativa: estabelece uma comparação com a oração principal.

Exemplo:

– Ela andava leve como uma borboleta.

Concessiva: se opõe às idéias expressas pela oração principal.

Exemplo:

– Embora a prova estivesse fácil, demorei bastante para terminar.

Condicional: expressa uma condição para que aconteça aquilo que a oração principal diz.

Exemplo:

– Caso você não estude, ficará muito ansioso para a prova.

Conformativa: expressam conformidade ou algum tipo de acordo com a oração principal.

Exemplo:

– Como eu havia te falado, a prova não estava fácil.

Consecutiva: é a conseqüência da oração principal.

Exemplo:

– Comecei o dia tão mal que não consegui me concentrar no trabalho.

Final: indica finalidade, propósito para que acontece a oração principal

Exemplo:

– Não vou fechar os portões da biblioteca, para que você possa fazer sua pesquisa.

Proporcional: indica proporção.

Exemplo:

– Quanto mais você fumar, mais grave ficará sua doença.

Temporal: localiza a oração principal em um determinado tempo.

Exemplo:

– Quando você voltar nós conversaremos com calma.

Abaixo coloquei alguns exercícios retirado do site Português é lindo:

Morfossintaxe – Exercícios

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