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Semântica

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Semântica é um ramo da linguística que estuda o significado das palavras, frases e textos de uma língua.

Ela é dividida em:

Descritiva ou sincrônica – a que estuda o significado atual das palavras.

Histórica ou diacrônica – a que estuda as mudanças que as palavras sofreram no tempo e no espaço.

 

Significação das palavras:

Denotação e Conotação ( sentido Próprio (denotativo) e sentido figurado (conotativo)

Antônimo e Sinônimo

Homônimos e Parônimos

Ambiguidades

Polissemia

Hiperonímia e hiponímia

 

Denotação e Conotação

Denotação

Uma palavra é usada no sentido denotativo (próprio ou literal) quando apresenta seu significado original, independentemente do contexto frásico em que aparece. Quando se refere ao seu significado mais objetivo e comum, aquele imediatamente reconhecido e muitas vezes associado ao primeiro significado que aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal da palavra.

A denotação tem como finalidade informar o receptor da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo assim um caráter prático e utilitário. É utilizada em textos informativos, como jornais, regulamentos, manuais de instrução, bulas de medicamentos, textos científicos, entre outros.

Exemplos:

O elefante é um mamífero.

Já li esta página do livro.

A empregada limpou a casa.

Conotação

Uma palavra é usada no sentido conotativo (figurado) quando apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes interpretações, dependendo do contexto frásico em que aparece. Quando se refere a sentidos, associações e ideias que vão além do sentido original da palavra, ampliando sua significação mediante a circunstância em que a mesma é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbólico.

A conotação tem como finalidade provocar sentimentos no receptor da mensagem, através da expressividade e afetividade que transmite. É utilizada principalmente numa linguagem poética e na literatura, mas também ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em anúncios publicitários, entre outros.

Exemplos:

Você é o meu sol!

Minha vida é um mar de tristezas.

Você tem um coração de pedra!

Para aprofundar mais sobre denotação e conotação.

 

Antônimo e Sinônimo

Conhecer o significado das palavras é importante, pois só assim o falante ou escritor será capaz de selecionar a palavra certa para construir a sua mensagem.

Por esta razão, é importante conhecer fatos linguísticos como: sinonímia e antonímia.

SINONÍMIA (sinônimos): palavras que possuem significados iguais ou semelhantes.

ANTONÍMIA (antônimos): palavras que possuem significados diferentes.

Sendo assim, SINÔNIMOS são palavras que possuem significados semelhantes.

A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos:

adversário e antagonista;

translúcido e diáfano;

semicírculo e hemiciclo;

contraveneno e antídoto;

moral e ética;

colóquio e diálogo;

transformação e metamorfose;

oposição e antítese.

ANTONÍMIA: É a relação entre palavras de significado oposto

Outras palavras, ainda, possuem significados completamente divergentes, de forma que um se opõe ao outro, ou nega-lhe o significado. Estas palavras são chamadas de antônimos.

Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto / baixo, gordo / magro.

Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que opõem-se no seu significado.

Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo:

bendizer e maldizer;

simpático e antipático;

progredir e regredir;

concórdia e discórdia;

ativo e inativo;

esperar e desesperar;

comunista e anti­comunista;

simétrico e assimétrico.

Para ver uma videoaula clique aqui

Fonte: atividades educativas

 

Homônimos e Parônimos

Homônimos são palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado (sentido) diferente.

– A manga está uma delícia.

– A manga da camisa ficou perfeita.

– O político foi cassado por corrupção.

– O lobo foi caçado por bandidos.

Tipos de homônimos: homógrafos, homófonos e homônimos perfeitos.

Homógrafos – mesma grafia e som diferente.

– Eu começo a trabalhar em breve.

– O começo do filme foi ótimo.

Homófonos – grafia diferente e mesmo som.

– A cela do presídio está lotada.

– A sela do cavalo está velha.

Homônimos perfeitos – mesma grafia e som.

– Vou pegar dinheiro no banco.

– O banco da praça quebrou.

Acender – colocar fogo

Ascender – subir

Aço – metal

Asso – verbo assar conjugado

Censo – recenseamento

Senso – julgar

Parônimos são palavras com escrita e pronúncia parecidas, mas com significado (sentido) diferente.

– O homem fez uma bela descrição da mulher.

– Use a sua discrição, Paulo.

Amoral – nem contrário e nem conforme a moral

Imoral – contrário à moral

Arrear – pôr arreios

Arriar – colocar no chão

Comprimento – extensão, grandeza e tamanho

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Cumprimento – saudação

Descrição – falar sobre

Descriminar – inocentar

Emergir – mostra-se

Imergir – mergulhar

Ambiguidades

Ambiguidade ou anfibologia é o nome dado, dentro da linguística na língua portuguesa, à duplicidade de sentidos, onde alguns termos, expressões, sentenças apresentam mais de uma acepção ou entendimento possível. Em outras palavras, ocorre quando, por falta de clareza, há duplicidade de sentido da frase. Apesar de ser um recurso aceitável dentro da linguagem poética ou literária, deve ser na maioria das vezes, evitado em construções textuais de caráter técnico, informativo, ou pragmático.

A palavra tem origem no latim “ambiguitas”, que possui significado similar ao vocábulo no português: incerteza, equívoco. Ao contrário das figuras de linguagem, que são ferramentas à disposição do usuário da língua, e que dão realce e beleza às mensagens emitidas, a ambiguidade é colocada no grupo das espécies de vícios de linguagem. Os vícios de linguagem são palavras ou construções que vão de encontro às normas gramaticais, e, na maioria das vezes, costumam ocorrer por descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por parte do emissor. O uso da ambiguidade pode resultar na má interpretação da mensagem, ocasionando múltiplos sentidos. É importante lembrar que toda comunicação estabelece uma finalidade, uma intenção para com o interlocutor, e para que isso ocorra, a mensagem tem de estar clara, precisa e coerente.

A inadequação ou a má colocação de elementos como pronomes, adjuntos adverbiais, expressões e mesmo enunciados inteiros podem acarretar duplo sentido, comprometendo a clareza do texto. Na publicidade observamos o uso e o abuso da linguagem plurissignificante, por meio dos trocadilhos e jogos de palavras, procurando chamar a atenção do interlocutor para a mensagem. Caso o autor não se julgue preparado para utilizar corretamente a ambiguidade, é preferível uma linguagem mais objetiva, com vocábulos ou expressões que sejam mais adequadas às finalidades requeridas.

Os tipos comuns de ambiguidade, como vício de linguagem são:

Uso indevido de pronomes possessivos

A mãe pediu à filha que arrumasse o seu quarto.

Qual quarto? o da mãe ou da filha? Para evitar ambiguidade:

A mãe pediu à filha que arrumasse o próprio quarto.

Outro exemplo:

Vi o João andando com seu carro.

O carro em questão pode ser do próprio João, ou da pessoa a quem a mensagem foi dirigida.

Vi o João andando com o carro dele.

Colocação inadequada das palavras

A criança feliz foi ao parque.

A criança ficou feliz ao chegar no parque, ou estava assim antes?

Feliz, a criança foi ao parque.

Uso de forma indistinta entre o pronome relativo e a conjunção integrante

A estudante falou com o garoto que estudava enfermagem.

Quem estuda enfermagem, a estudante ou o garoto?

A estudante de enfermagem falou com o garoto;

ou

A estudante falou com o garoto do curso de enfermagem;

Uso indevido de formas nominais

A moça reconheceu a amiga frequentando a academia.

Quem estava na academia? a moça ou a amiga?

A moça reconheceu a amiga que estava frequentando a academia.

ou

A moça, na academia, reconheceu a amiga.

Fonte: Infoescola

 

Polissemia:

Polissemia é um conceito da área da linguística com origem no termo grego polysemos, que significa “algo que tem muitos significados”. Uma palavra polissêmica é uma palavra que reúne vários significados.

A palavra “vela” é um dos exemplos de polissemia. Ela pode significar a vela de um barco; a vela feita de cera que serve para iluminar ou pode ser a conjugação do verbo velar, que significa estar vigilante. As diferentes variantes de significado podem depender da afinidade etimológica do vocábulo em causa, do seu uso metafórico e, em última instância, do contexto em que se insere, onde, na prática, o termo fica monossêmico, assegurando desta forma a comunicação.

A polissemia constitui uma propriedade básica das unidades léxicas e um elemento estrutural da linguagem. O oposto da polissemia é a monossemia, onde uma palavra assume só um significado.

Exemplo 1

A letra da música do Chico Buarque é incrível.

A letra daquele aluno é inteligível

Meu nome começa com a letra D.

Logo, constatamos que a palavra “letra” é um termo polissêmico, visto que abarca significados distintos dependendo de sua utilização.

Assim, no exemplo 1, a palavra é utilizada como “música, canção”. No 2 significa “caligrafia”. Já no exemplo 3 indica a “letra do alfabeto”.

Exemplo 2

Estava uma fila enorme no banco por causa do dia do pagamento dos trabalhadores.

Joana sentou no banco da praça para terminar de ler seu livro.

Se você não tiver dinheiro, eu banco nossa viagem ao exterior.

No exemplo acima, podemos constatar que o termo “banco” corresponde a uma palavra polissêmica.

Assim, dependendo do contexto, a mesma palavra pode significar: instituição financeira (exemplo 1); assento (exemplo 2) e arcar com as despesas, pagar (exemplo 3).

Exemplo 3

O cabo da vassoura quebrou no dia da faxina.

Preciso dar cabo de toda essa bagunça.

Seguiu a carreira militar e, atualmente é cabo do exército brasileiro.

Na África do Sul, o Cabo da Boa esperança é conhecido pelo nome: Cabo das Tormentas.

A palavra “cabo“, também é uma palavra polissêmica uma vez que possui vários significados.

Logo, no exemplo 1, o termo refere-se ao objeto que compõe a vassoura.

No exemplo 2, a palavra significa livrar-se de algo que o incomoda.

No exemplo 3, absorve o conceito de “patente, posto militar”.

Por fim, no exemplo 4 o termo é utilizado para indicar o “acidente geográfico”.

 

Hiperonímia e hiponímia

A hiperonímia indica uma relação hierárquica de significado que uma palavra superior estabelece com uma palavra inferior. O hiperônimo é uma palavra hierarquicamente superior porque apresenta um sentido mais abrangente que engloba o sentido do hipônimo, uma palavra hierarquicamente inferior, com sentido mais restrito.

A hiponímia indica, assim, essa mesma relação hierárquica de significado. Foca-se, no entanto, na perspectiva da palavra hierarquicamente inferior – hipônimo, que, a nível semântico, pode ser incluída numa classe superior que abrange o seu significado – hiperônimo.

País é hiperônimo de Brasil.

Mamífero é hiperônimo de cavalo.

Jogo é hiperônimo de xadrez.

Brasil é hipônimo de país.

Cavalo é hipônimo de mamífero.

Xadrez é hipônimo de jogo.

Os hiperônimos:

Apresentam um sentido abrangente;

Transmitem a ideia de um todo;

Representam as características genéricas de uma classe;

Permitem a formação de subclasses associadas a elas.

Os hipônimos:

Apresentam um sentido restrito;

Transmitem a ideia de um item ou uma parte de um todo;

Representam as características específicas de uma subclasse;

Permitem a associação a uma classe superior mais abrangente.

Exemplos de hiperônimos e hipônimos

Hiperônimo Hipônimos
Cor verde, azul, amarelo, vermelho, branco,…
Fruta maçã, banana, manga, abacaxi, jaca,…
veículo carro, automóvel, moto, bicicleta, ônibus,…
esporte natação, futebol, patinação, atletismo, esgrima,…
animal cobra, onça, cachorro, urubu, urso,…
flor rosa, margarida, malmequer, hortênsia, orquídea,…
eletrodoméstico geladeira, batedeira, liquidificador, aspirador, ferro,…
ferramenta martelo, serrote, alicate, enxada, chave de fenda,…
ave papagaio, gaivota, bem-te-vi, arara, coruja,…

Uso de hiperônimos e hipônimos

O uso de hiperônimos e hipônimos é essencial para a construção de uma boa coesão lexical num texto. Os hiperônimos e hipônimos atuam como um recurso coesivo lexical que permite a abordagem de um tema evitando repetições vocabulares.

Além disso, desempenham uma função anafórica no texto, fazendo referência a uma informação previamente mencionada sem a repetir, através do uso de substantivos genéricos e específicos.

Fontes: Significados, Toda matéria e Norma Culta

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