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Sistemas Lineares – Parte 1

Este post foi montagem da seguinte forma:

Tem três artigos explicando bem o assunto. Então sugiro que veja os três antes de estudar e estudo o artigo que melhor se adapte a você.

No final dos artigos tem exercícios com resposta, mas sem resolução.

E no final do post tem uma vídeo aula.

Bons Estudos!

1ª Artigo:

Sistemas Lineares

Definição

É todo sistema que pode ser definido em que  se têm “m” equações a “n” incógnitas do tipo a seguir:

Exemplos de fixação de definição

1) O sistema S1, informado abaixo, é um sistema linear com 3 equações e 3 variáveis de primeiro grau.

S1 =        2x + 4y –z = 4

-2x + 3y + 4z = 7

X + y + 5z = 9

2) O sistema S2, informado abaixo, é considerado um sistema linear com 04 equações e 3 variáveis.

S2 =        5x + 4y + z = 5

-3x + 7y + 3y =6

X + y + 4z = 8

4x + 2y – 5z = 15

ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL: ÓRGÃOS NORMATIVOS, SUPERVISORES E OPERADORES – Parte 2

Entidades Supervisoras:

O Banco Central do Brasil – Bacen

O Banco Central do Brasil foi criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964. É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional e responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional, tendo por objetivos:

  • zelar pela adequada liquidez da economia;
  • manter as reservas internacionais em nível adequado;
  • estimular a formação de poupança;
  • zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do sistema financeiro.

Dentre suas atribuições estão:

  • emitir papel-moeda e moeda metálica;
  • executar os serviços do meio circulante;
  • receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e bancárias;
  • realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras;
  • regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;
  • efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais;
  • exercer o controle de crédito;
  • exercer a fiscalização das instituições financeiras;
  • autorizar o funcionamento das instituições financeiras;
  • estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras;
  • vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais e
  • controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país.

Sua sede fica em Brasília, capital do País, e tem representações nas capitais dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará.

 

A comissão de Valores Mobiliários (CVM)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, instituída pela Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976. É responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país. Para este fim, exerce as funções de: assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão; proteger os titulares de valores mobiliários; evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado; assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e sobre as companhias que os tenham emitido; assegurar a observância de práticas comerciais eqüitativas no mercado de valores mobiliários; estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários; promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas. Mais informações poderão ser encontradas no endereço: www.cvm.gov.br

 

Superintendência de Seguros Privados (SUSEP)

Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) – autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda; é responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro, previdência privada aberta e capitalização. Dentre suas atribuições estão: fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados; promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados; promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição; zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado; disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas; cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem delegadas; prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP. Mais informações poderão ser encontradas no endereço:www.susep.gov.br

 

Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC)

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social, responsável por fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão). A Previc atua como entidade de fiscalização e de supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência complementar e de execução das políticas para o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar, observando, inclusive, as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar. Mais informações poderão ser encontradas no endereço: www.previdenciasocial.gov.br

Operadores:

Instituições financeiras captadoras de depósito à vista

Continua na parte 3

                

ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL: ÓRGÃOS NORMATIVOS, SUPERVISORES E OPERADORES

ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL: ÓRGÃOS NORMATIVOS, SUPERVISORES E OPERADORES

Composição

Orgãos normativos Entidades supervisoras Operadores  
Conselho Monetário Nacional –CMN Banco Central do Brasil – Bacen Instituições financeiras captadoras de depósitos à vista Demais instituições financeiras

Bancos de Câmbio

Outros intermediários financeiros e administradores de recursos de terceiros  
Comissão de Valores Mobiliários – CVM Bolsas de mercadorias e futuros Bolsas de valores
Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP Superintendência de Seguros Privados – Susep Resseguradores Sociedades seguradoras Sociedades de capitalização Entidades abertas de previdência complementar  
   
Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC Entidades fechadas de previdência complementar
(fundos de pensão)
   

Órgãos Normativos

O Conselho Monetário Nacional (CMN)

O Conselho Monetário Nacional (CMN), que foi instituído pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, é o órgão responsável por expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento do SFN. Integram o CMN o Ministro da Fazenda (Presidente), o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Presidente do Banco Central do Brasil. Dentre suas funções estão: adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia; regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos; orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras; propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros; zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e externa.

 

Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)

Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) – órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados; é composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente), representante do Ministério da Justiça, representante do Ministério da Previdência Social, Superintendente da Superintendência de Seguros Privados, representante do Banco Central do Brasil e representante da Comissão de Valores Mobiliários. Dentre as funções do CNSP estão: regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades subordinadas ao SNSP, bem como a aplicação das penalidades previstas; fixar as características gerais dos contratos de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro; estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro; prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas operações e disciplinar a corretagem de seguros e a profissão de corretor.

 

Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)

Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) é um órgão colegiado que integra a estrutura do Ministério da Previdência Social e cuja competência é regular o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão). Mais informações poderão ser encontradas no endereço www.previdenciasocial.gov.br

Entidades Supervisoras:

O Banco Central do Brasil – Bacen

Continua na parte 2

 

Questão 02 Enem 2014 1º Dia Ciências Humanas

Branca:002      Azul:  008      Rosa:  031        Amarela: 043

Questão 02 Enem 2014

1º Dia Ciências Humanas

O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão cuja planta se tornou doméstica na Índia. No restaurante, toda uma série de elementos tomada de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Lê notícias do dia impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha.

LINTON. R. O homem: uma introdução à antropologia.
São Paulo: Martins. 1959 (adaptado).

A situação descrita é um exemplo de como os costumes resultam da:

a) assimilação de valores de povos exóticos.
b) experimentação de hábitos sociais variados.
c) recuperação de heranças da Antiguidade Clássica.
d) fusão de elementos de tradições culturais diferentes.
e) valorização de comportamento de grupos privilegiados.

Veja o vídeo abaixo para dar uma relaxada .

No final da postagem está a resolução e resposta da questão:

 

Resolução
O texto sugere que nosso comportamento, nossos hábitos de consumo, sofre múltiplas influências – muitas delas nem sequer damos conta. Portanto, falar- se em cultura nacional, pureza racial, comportamento típico pode ignorar um dos aspectos da sociedade moderna, que é o multiculturalismo, mais ou menos evidente em praticamente todos os rincões do planeta.

Resposta: D – fusão de elementos de tradições culturais diferentes.

Fonte: http://ediensino.com/

Ética e democracia: exercício da cidadania

Ética e democracia: exercício da cidadania

ÉTICA E DEMOCRACIA

O Brasil ainda caminha a passos lentos no que diz respeito à ética, principalmente no cenário político que se revela a cada dia, porém é inegável o fato de que realmente a moralidade tem avançado.

Vários fatores contribuíram para a formação desse quadro caótico. Entre eles os principais são os golpes de estados – Golpe de 1930 e Golpe de 1964.

Durante o período em que o país viveu uma ditadura militar e a democracia foi colocada de lado, tivemos a suspensão do ensino de filosofia e, conseqüentemente, de ética, nas escolas e universidades. Aliados a isso tivemos os direitos políticos do cidadão suspensos, a liberdade de expressão caçada e o medo da repressão.

Como consequência dessa série de medidas arbitrárias e autoritárias, nossos valores morais e sociais foram se perdendo, levando a sociedade a uma “apatia” social, mantendo, assim, os valores que o Estado queria impor ao povo.

Nos dias atuais estamos presenciando uma “nova era” em nosso país no que tange à aplicabilidade das leis e da ética no poder: os crimes de corrupção e de desvio de dinheiro estão sendo mais investigados e a polícia tem trabalhado com mais liberdade de atuação em prol da moralidade e do interesse público, o que tem levado os agentes públicos a refletir mais sobre seus atos antes de cometê-los.

Princípio de Avogadro, conceito de molécula; massa molar, volume molar dos gases

Princípio de Avogadro

Lei de Avogadro

Amedeo Avogadro propôs, em 1811, uma lei relacionada ao volume molar de gases.

Volumes iguais, de quaisquer gases, nas mesmas condições de pressão e temperatura, apresentam a mesma quantidade de substâncias em mol (moléculas). 

Volumes iguais de dois gases, nas mesmas condições de temperatura e pressão, possuem o mesmo número de moléculas. Essa lei que foi a origem do conceito de molécula está implícita no conceito de volume molar (a CNTP), pois 22,4 litros de qualquer gás possuem 6,02 x 1023moléculas.

Fórmula empírica (ou mínima)

Uma fórmula empírica conta as relações relativas de átomos diferentes em um composto (proporção). Assim, H2O é composto de dois átomos de hidrogênio e 1 átomo de oxigênio. Igualmente, 1.0 mol de H2O é composto de 2.0 mols de hidrogênio e 1.0 mol de oxigênio. Se sabemos as quantias molares de cada elemento em um composto, então podemos determinar a fórmula empírica.

Ex: o mercúrio forma um composto com o cloro que é 73,9% de mercúrio e 26,1% de cloro em massa. Qual é a fórmula empírica?

Delegação: Concessão, permissão e autorização

Delegação: Concessão, permissão e autorização

Delegação: Transfere o serviço (e não a titularidade do serviço) a uma pessoa jurídica de direito privado que o exercerá em nome do Estado (não em nome próprio), mas por sua conta e risco. Isto é descentralização do serviço público. É regulamentada e controlada pelo poder público delegante.

Pode ser por:

Concessão:

Constituição Federal:

Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

Parágrafo único. A lei disporá sobre:

I – o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;

II – os direitos dos usuários;

III – política tarifária;

IV – a obrigação de manter serviço adequado.

LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995. Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e dá outras providências.

Concessão de serviço público: “A delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado” (art. 2º, II da Lei 8987/95).

  • Concessão de serviço público depende de licitação na modalidade concorrência.
  • A capacidade de desempenho será demonstrada durante a licitação, mais especificamente na fase da habilitação.
  • A própria concessionária responde pelos prejuízos causados a terceiros, mas a Administração pode ser chamada a responder em caráter subsidiário (depois de esgotadas as forças da concessionária).
  • A concessão terá prazo determinado.

O estado delega a alguém o exercício de um serviço público e este aceita a presta-lo em nome do poder público e regulado pelo delegante, assumindo todo o risco e remunerando –se pela cobrança de tarifa diretamente do usuário do serviço e tendo a garantia de um equilíbrio econômico financeiro. Pode ser contratual (concede aos particulares) ou legal (concede a entidades autárquicas e empresas estatais).

A concessão exige:

1-      Autorização legislativa

2-      Regulamentação por decreto

3-      Concorrência publica

O contrato de concessão obedece a lei, regulamento e ao edital. Este contrato não transfere a prerrogativa publica (titularidade), mas apenas a execução dos serviços.

O contrato pode ser alterado unilateralmente pelo poder concedente, que pode retornar o serviço, mediante indenização.

Acabando o contrato os direitos e bens do serviço voltam ao poder concedente.

A alteração de tarifa se faz por decreto.

O concessionário tem garantia de rentabilidade assegurada.

Poder da concedente:

  • Fiscalizar se estão sendo cumpridas as regras.
  • Alterar unilateralmente as cláusulas do contrato (organização do serviço, funcionamento, tarifas e taxas).
  • Extinguir o contrato.

Direito do concessionário: Não é obrigado a fazer qualquer outra atividade que não esteja na concessão e deve manter o equilíbrio econômico financeiro.

Extinção da concessão:

Advento do termo contratual: retorno do serviço ao poder concedente pelo termino do contrato.

Encampação: Retorno antes do termino do contrato, mediante indenização (desapropriação).

Caducidade; Por inadimplência ou decisão judicial (há indenização).

Anulação: invalidar por ilegalidade. Não há indenização.

 

Permissão: Continua na parte 2

 

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Classe de palavras – Exercícios

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1 A forma correta do verbo submeter-se, na 1a. pessoa do plural do imperativo afirmativo é:

a) submetamo-nos
b) submeta-se
c) submete-te
d) submetei-vos

 

2 __________ mesmo que és capaz de vencer; __________ e não __________ .

a) Mostra a ti – decide-te – desanime
b) Mostre a ti – decida-te – desanimes
c) Mostra a ti – decida-te – desanimes
d) Mostra a ti – decide-te – desanimesd) Descubra – presta – veja

Classess de palavras – Parte 3

Substantivos em -ÃO e seus plurais:

  • alão – alões, alãos, alães;
  • aldeão – aldeãos, aldeões;
  • capelão – capelães;
  • castelão – castelãos, castelões;
  • cidadão – cidadãos;
  • cortesão – cortesãos;
  • ermitão – ermitões, ermitãos, ermitães;
  • escrivão – escrivães;
  • folião – foliões;
  • hortelão – hortelões, hortelãos;
  • pagão – pagãos;
  • sacristão – sacristães;
  • tabelião – tabeliães;
  • tecelão – tecelões;
  • verão – verãos, verões;
  • vilão – vilões, vilãos;
  • vulcão – vulcões, vulcãos.

Classes de palavras – Parte 2

Flexão

Por ser palavras variáveis, os substantivos podem se flexionar em: gênero, número e grau. Vejamos cada tipo de flexão, separadamente:

Flexão de gênero

Quanto ao gênero, os substantivos podem ser classificados em: masculinos e femininos. Temos por regra que todo substantivo masculino é caracterizado pela desinência “o” e o feminino pela desinência “a”. No entanto, nem todos os substantivos masculinos terminam em “o” (líder, telefonema, amor). Então, podemos definir o substantivo como do gênero masculino se vier anteposto pelo artigo “o”: o gato, o homem, o amor, o líder, o telefonema.

O gênero feminino irá seguir o mesmo raciocínio. São substantivos femininos as palavras que tem anteposição do artigo “a”: a gata, a mulher, a pessoa, a criança.

Há, contudo, uma distinção a ser feita entre: substantivos biformes e uniformes.

Substantivos biformes são os que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino: menino, menina. Já os substantivos uniformes apresentam uma única forma para o masculino e para o feminino: criança, artista, testemunha.

No entanto, é por intermédio do artigo que classificamos se o substantivo de dois gêneros é masculino ou feminino. Veja:

o estudante (masculino)

a estudante (feminino)

Além disso, é através do artigo que podemos definir o significado do substantivo. Observe:

o cabeça (líder)

a cabeça (parte do corpo)

Flexão de número

Quanto ao número, os substantivos podem ser flexionados em: singular ou plural. O indicativo de um substantivo no plural é a terminação “s”:

Exemplos: o colega > os colegas

a menina > as meninas

Porém, há algumas particularidades no que diz respeito ao plural dos substantivos. Vejamos algumas:

a) No geral, os substantivos terminados em al, el, ol, ul, troca-se o “l” por “is”:

Exemplos: jornal > jornais

papel > papéis

barril > barris

anzol > anzóis

azul > azuis

b) Os substantivos terminados em “r” e “z” são acrescidos de “es” para o plural:

Exemplos: amor > amores

luz > luzes

c) Caso o substantivo terminado em “s” for paroxítono, o plural será invariável. Caso seja oxítono, acrescenta-se “es”:

Exemplos: ônibus > ônibus

país > países

d) Os substantivos terminados em “n” formam o plural em “es” ou “s”:

Exemplos: abdômen > abdômens

pólen > polens

e) Os substantivos terminados em “m” formam o plural em “ens”:

Exemplos: homem > homens

viagem > viagens

f) Os substantivos terminados em “x” são invariáveis no plural:

Exemplos: tórax > tórax

xérox > xérox

g) Os substantivos terminados em “ão” têm três variações para o plural: “ões”, “ães” e “ãos”:

Exemplos: eleição > eleições

pão > pães

cidadão > cidadãos

Flexão de grau

Quanto ao grau, os substantivos podem variar entre aumentativo e diminutivo.

Os graus aumentativo e diminutivo podem ser formados através de dois processos:

a) sintético – acréscimo de sufixos ao grau normal.

Exemplo: amor: amorzinho; amorzão.

b) analítico – o substantivo será modificado por adjetivos que transmitem ideia de aumento ou diminuição:

Exemplo: urso: urso grande; urso pequeno.

Fonte: Norma culta, só linguagem, só português e mundo educação

Algumas curiosidades sobre os substantivos:

Palavras masculinas:

  • ágape (refeição dos primitivos cristãos);
  • anátema (excomungação);
  • axioma (premissa verdadeira);
  • caudal (cachoeira);
  • carcinoma (tumor maligno);
  • champanha, clã, clarinete, contralto, coma, diabete/diabetes (FeM classificam como gênero vacilante);
  • diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno);
  • herpes, hosana (hino);
  • jângal (floresta da Índia);
  • lhama, praça (soldado raso);
  • praça (soldado raso);
  • proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como gênero vacilante);
  • suéter, tapa (FeM classificam como gênero vacilante);
  • teiró (parte de arma de fogo ou arado);
  • telefonema, trema, vau (trecho raso do rio).

Palavras femininas:

  • abusão (engano);
  • alcíone (ave doa antigos);
  • aluvião, araquã (ave);
  • áspide (reptil peçonhento);
  • baitaca (ave);
  • cataplasma, cal, clâmide (manto grego);
  • cólera (doença);
  • derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto);
  • filoxera (inseto e doença);
  • gênese, guriatã (ave);
  • hélice (FeM classificam como gênero vacilante);
  • jaçanã (ave);
  • juriti (tipo de aves);
  • libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino);
  • sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa);
  • usucapião (FeM classificam como gênero vacilante);
  • xerox (cópia).

Gênero vacilante:

  • acauã (falcão);
  • inambu (ave);
  • laringe, personagem (Ceg. fala que é usada indistintamente nos dois gêneros, mas que há preferência de autores pelo masculino);
  • víspora.

Alguns femininos:

  • abade – abadessa;
  • abegão (feitor) – abegoa;
  • alcaide (antigo governador) – alcaidessa, alcaidina;
  • aldeão – aldeã;
  • anfitrião – anfitrioa, anfitriã;
  • beirão (natural da Beira) – beiroa;
  • besuntão (porcalhão) – besuntona;
  • bonachão – bonachona;
  • bretão – bretoa, bretã;
  • cantador – cantadeira;
  • cantor – cantora, cantadora, cantarina, cantatriz;
  • castelão (dono do castelo) – castelã;
  • catalão – catalã;
  • cavaleiro – cavaleira, amazona;
  • charlatão – charlatã;
  • coimbrão – coimbrã;
  • cônsul – consulesa;
  • comarcão – comarcã;
  • cônego – canonisa;
  • czar – czarina;
  • deus – deusa, déia;
  • diácono (clérigo) – diaconisa;
  • doge (antigo magistrado) – dogesa;
  • druida – druidesa;
  • elefante – elefanta e aliá (Ceilão);
  • embaixador – embaixadora e embaixatriz;
  • ermitão – ermitoa, ermitã;
  • faisão – faisoa (Cegalla), faisã;
  • hortelão (trata da horta) – horteloa;
  • javali – javalina;
  • ladrão – ladra, ladroa, ladrona;
  • felá (camponês) – felaína;
  • flâmine (antigo sacerdote) – flamínica;
  • frade – freira;
  • frei – sóror;
  • gigante – giganta;
  • grou – grua;
  • lebrão – lebre;
  • maestro – maestrina;
  • maganão (malicioso) – magana;
  • melro – mélroa;
  • mocetão – mocetona;
  • oficial – oficiala;
  • padre – madre;
  • papa – papisa;
  • pardal – pardoca, pardaloca, pardaleja;
  • parvo – párvoa;
  • peão – peã, peona;
  • perdigão – perdiz;
  • prior – prioresa, priora;
  • mu ou mulo – mula;
  • rajá – rani;
  • rapaz – rapariga;
  • rascão (desleixado) – rascoa;
  • sandeu – sandia;
  • sintrão – sintrã;
  • sultão – sultana;
  • tabaréu – tabaroa;
  • varão – matrona, mulher;
  • veado – veada;
  • vilão – viloa, vilã.

Substantivos em -ÃO e seus plurais: Continua na parte 3

                 

 

Classes de palavras

CLASSES DE PALAVRAS:

As palavras são classificadas de acordo com as funções exercidas nas orações.

Na língua portuguesa podemos classificar as palavras em:

  • Substantivo
  • Adjetivo
  • Pronome
  • Verbo
  • Artigo
  • Numeral
  • Advérbio
  • Preposição
  • Interjeição
  • Conjunção

1 Substantivo:

Substantivo: classificação, formação, flexão e emprego

Substantivo:

É a palavra variável que denomina qualidades, sentimentos, sensações, ações, estados e seres em geral.

Classificação

Já quanto a sua classificação, ele pode ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto (mesa) ou abstrato (felicidade).

Substantivos comum e próprio

Substantivo comum

Substantivos comuns são palavras que designam genericamente, sem especificar, seres da mesma espécie, que partilham características comuns. São escritos com letra minúscula.

Exemplos de substantivos comuns:

Pessoas: menino, criança, pai, mãe, homem, mulher, tia, avô,…

Objetos: garfo, faca, computador, cama, mesa, porta, pregador,…

Animais: cachorro, gato, cobra, tatu, tucano, papagaio, urso,…

Plantas: girassol, malmequer, samambaia, capim, macieira,…

Frutas: banana, uva, maracujá, goiaba, laranja, abacaxi,…

Lugares: país, cidade, planeta, município, bairro, estado,…

Acidentes geográficos: rio, baía, montanha, serra, vulcão,…

Fenômenos: noite, dia, chuva, vento, brisa, tempestade, furacão,…

Seres imaginários: fada, bruxa, duende, sereia, lobisomem,…

Dentre os diversos tipos de substantivos, os substantivos comuns distinguem-se principalmente dos substantivos próprios. Estes designam os seres de forma específica, individualizando-os dentro de sua espécie.

Substantivo próprio

Substantivos próprios são palavras que designam seres individuais e específicos, particularizando-os dentro de sua espécie e distinguindo-os dos restantes. São escritos com letra maiúscula.

Exemplos de substantivos próprios:

Nomes de pessoas: Flávia, Ricardo, Felipe, Tiago,…

Nomes de animais: Rex, Bolinha, Fifi, Bidu,…

Nomes de cidades, países, continentes,…: Brasil, Londres, Europa, Curitiba,…

Nomes de rios: Amazonas, Tietê, Nilo, Sena,…

Nomes de acidentes geográficos: Cordilheira dos Andes, Baía de Guanabara, Serra da Mantiqueira,…

Nomes de festividades: Natal, Carnaval, Páscoa,…

Nomes de entidades: Organização das Nações Unidas, Ministério da Previdência Social, Organização do Tratado do Atlântico Norte, …

Substantivos concreto e abstrato

Substantivo Concreto

Substantivos concretos são palavras que designam seres com existência própria, que existem independentemente de outros seres, como objetos, pessoas, animais, vegetais, minerais, lugares, … Designam seres existentes no mundo real ou seres fictícios e imaginários cujo conceito é do conhecimento comum, como fadas, bruxas e figuras folclóricas.

Exemplos de substantivos concretos:

Objetos: mesa, tapete, colher, televisão, celular, …

Pessoas: mãe, pai, homem, mulher, Paula, Rodrigo, médica, motorista,…

Animais: cachorro, gato, pássaro, cobra, tartaruga, peixe,…

Frutas: banana, uva, maracujá, goiaba, laranja, abacaxi,…

Plantas: samambaia, capim, ipê, girassol, macieira,…

Lugares: Brasil, Rio de Janeiro, Copacabana, África, Marte,…

Fenômenos: noite, dia, chuva, vento, brisa,…

Seres imaginários: fada, bruxa, diabo, duende, sereia, lobisomem, saci-pererê,…

Embora tradicionalmente os substantivos concretos sejam encarados como opostos de substantivos abstratos, atualmente é defendida a existência de diferentes graus de concretude e abstração, que substitui a anterior ideia de oposição. Assim, mediante o contexto frásico em que estão inseridos, os substantivos podem ser mais ou menos concretos ou abstratos.

Substantivo Abstrato

Substantivos abstratos são palavras que designam seres sem existência própria, que dependem de outros seres para existirem. Designam conceitos, conceptualizações abstratas e realidades imateriais. Indicam qualidades, noções, estados, ações, sentimentos e sensações de outros seres.

Exemplos de substantivos abstratos:

Qualidades: honestidade, bondade, beleza, inveja,…

Noções: tamanho, peso, altura, cor,…

Estados: velhice, ilusão, pobreza, doença…

Ações: arrumação, viagem, crescimento, compra,…

Sentimentos: saudade, amor, alegria, tristeza,…

Sensações: fome, sede, calor, enjoo,…

Diferenciação entre substantivos abstratos e concretos:

Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos ou concretos, conforme o sentido em que se empregam.

a redação das leis requer clareza (noção – abstrato)

na redação do aluno, assinalei vários erros (objeto – concreto)

Qual a imagem que você tem dela? (noção – abstrato)

A imagem do leão será emoldurada. (objeto – concreto)

Formação

Quanto a sua formação, o substantivo pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples (alface) ou composto (guarda-chuva).

Primitivo e derivado

Meu limão meu limoeiro,

meu pé de jacarandá…

O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de nenhum outro dentro de língua portuguesa.

Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa.

O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir da palavra limão.

Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra palavra.

Simples e composto

Chuva  – água caindo em gotas sobre a terra.

O substantivo chuva é formado por um único elemento ou radical. É um substantivo simples.

Substantivo Simples: é aquele formado por um único elemento.

Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc.

O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.

Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais elementos.

Outros exemplos: beija-flor, passatempo.

Flexão

Continua na parte 2

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Características das modalidades da língua: oral e escrita – Parte 2

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Nível de vocabulário

Quanto ao nível de vocabulário, o autor assume que falantes e escritores não fazem a seleção de itens lexicais de um mesmo estoque. Ele considera haver palavras e expressões exclusivas de cada repertório e um sem-número de itens neutros, que ocorrem normalmente em ambos os repertórios. Os níveis se verificam nos distintos registros linguísticos, considerando a adequação dos itens escolhidos e do repertório em si.

O autor observa que o vocabulário da fala é inovador e flutuante, enquanto o vocabulário da escrita é, em geral, conservador.

A linguagem escrita se enriquece com a ampliação do seu repertório, ao passo que a riqueza do repertório da linguagem falada constitui nas constantes transformações de sentido dos itens de seu repertório limitado.

Tal fato confirma que, apesar de os vocabulários de cada modalidade serem característicos, itens lexicais mais ou menos formais ou coloquiais podem ser utilizados pelo falante e pelo escritor quando lhes forem convenientes.

Construção de oração