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Fatores de textualidade – Questões de concursos

APOSTILA SME-SP 2019

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Fatores de textualidade – Questões de concursos

 

QUESTÃO 1

Ano: 2014 Banca: FUMARC Órgão: PC-MG

“O responsável pela morte da vítima não foi o meu cliente. Ele disparou a arma, é certo. Entretanto, o que provocou a morte foi a hemorragia causada pela perfuração do projétil”.

Analisando o texto acima, é correto o que se afrma, EXCETO em:

A A falta de coerência é o principal fator de textualidade que interfere nessa comunicação.

B A ausência de progressão e de continuidade compromete a produção de sentido.

C A forma de organizar o enunciado tenta subverter a lógica da compreensão.

D A situacionalidade e intencionalidade justifcam o objetivo desse enunciador.

 

QUESTÃO 2

Ano: 2016 Banca: CS-UFG Órgão: Prefeitura de Goiânia – GO

Festejando no precipício

Gregório Duvivier

Quando pequeno, a primeira coisa que fazia ao comprar uma agenda era escrever em letras garrafais no dia 11 de abril: “MEU NIVER”. Depois ia pro dia 11 de março: “FALTA UM MÊS PRO MEU NIVER”. E depois me esquecia da existência da agenda, até porque não tinha muitos compromissos naquela época. Tenho umas cinco agendas que só contêm essas duas informações fundamentais.

O aniversário era o grande dia do ano, a maior festa popular do planeta, um Natal em que o Jesus era eu. Pulava da cama e marcava minha altura no batente da porta. Era o dia de comemorar cada milímetro avançado nessa guerra que travo desde pequeno contra a gravidade.

Meu pai abria a porta: “Hoje a gente vai pro lugar que você quiser”. “Oba! Vamos pro Tivoli Park!” “Não, filho, pro Tivoli Park não.” “Mas você falou qualquer lugar.” “No Tivoli Park tem assalto no trem fantasma.” Era um argumento forte.

Acabava me levando pro clube, e depois minha mãe dava uma festa lá em casa na qual eu era o centro das atenções e podia comer brigadeiro e tomar litros de refrigerante — ambos artigos proibidos, classificados como “porcaria” — e assistir ao show do meu artista predileto — o mágico Almik. Na hora do parabéns, me escondia debaixo da mesa quando cantavam “Com Quem Será?”, mas até que gostava da ideia de que um dia alguém talvez fosse querer se casar comigo. Para um garoto com cabelo de cuia e uma dentição anárquica, um relacionamento amoroso era um sonho tão distante quanto um McDonalds dentro de casa. O tempo passou e a verdade veio à tona: ambas as coisas talvez sejam possíveis, mas será que são desejáveis?

Hoje faço trinta. Dizem que com o passar dos anos deixa de fazer sentido comemorar o passar dos anos. Afinal, cada ano a mais é um ano a menos e na vida adulta não há nem mais a esperança de crescer algum centímetro. No batente da porta, estacionei no 1.69 m, entre minha prima Helena e minha irmã Barbara. Para piorar, o Brasil tá um caos, todo o mundo se odeia, e a temperatura do mundo não para de esquentar.

Lembro que a revista “The Economist” ficou chocada que o Brasil teria Carnaval mesmo na crise —estaríamos “festejando no precipício”. A revista pode entender de crise, mas não entende nada de Carnaval — acha que serve para comemorar a opulência. Toda festa boa serve pra esquecer, nem que seja por um momento, o precipício. Debaixo da mesa do bolo, a felicidade parece tão possível, tão desejável.

Disponível em: . Acesso em:<http://1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2016/04/1759507-festejando-no-precipiicio-.shtm,> 11 abr. 2016.

Um dos fatores de textualidade usados pelo autor é a intertextualidade, materializada

A nas referências aos traumas de sua infância.

B na alusão à caótica crise brasileira

C na citação da revista “The Economist”.

D na menção à sua prima e à sua irmã.

 

QUESTÃO 3

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: AL-RO

Uma das características da textualidade é a necessidade de coerência interna e externa, construída também pela seleção vocabular. A frase abaixo que se mostra coerente é:

A O turista, vindo do Rio, afirmava que, na cidade de São Paulo, a queda da temperatura era visível.

B O deslizamento inundou de terra todas as casas que ficavam em situação de risco.

C Os candidatos procuraram mais informações sobre o concurso.

D Após o desmoronamento do prédio, os destroços ficaram vários dias espalhados sobre a calçada.

E Como estava muito frio no restaurante, os clientes solicitaram ao garçom que reduzisse a temperatura do ar-condicionado.

 

Está complicado? veja aqui a parte teórica: FATORES DE TEXTUALIDADE

QUESTÃO 4

Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: FUNARTE

Brasileiro, Homem do Amanhã

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(Paulo Mendes Campos)

Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar.

A primeira é ainda escassamente conhecida, e nada compreendida, no Exterior; a segunda, no entanto, já anda bastante divulgada lá fora, sem que, direta ou sistematicamente, o corpo diplomático contribua para isso.

Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta, uma diretriz fundamental. Não, é mais, é bem mais forte do que qualquer princípio da vontade: é um instinto inelutável, uma força espontânea da estranha e surpreendente raça brasileira.

Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada).

Adiamos em virtude dum verdadeiro e inevitável estímulo inibitório, do mesmo modo que protegemos os olhos com a mão ao surgir na nossa frente um foco luminoso intenso. A coisa deu em reflexo condicionado: proposto qualquer problema a um brasileiro, ele reage de pronto com as palavras: logo à tarde, só à noite; amanhã; segunda-feira; depois do Carnaval; no ano que vem.

Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham. Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo. Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós. Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil.

Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá. Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”. Como se vê, nem os românticos aceitavam morrer hoje, postulando a Deus prazos mais confortáveis.

Sim, adiamos por força dum incoercível destino nacional, do mesmo modo que, por obra do fado, o francês poupa dinheiro, o inglês confia no Times, o português adora bacalhau, o alemão trabalha com um furor disciplinado, o espanhol se excita com a morte, o japonês esconde o pensamento, o americano escolhe sempre a gravata mais colorida.

O brasileiro adia, logo existe.

A divulgação dessa nossa capacidade autóctone para a incessante delonga transpõe as fronteiras e o Atlântico. A verdade é que já está nos manuais. Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra. Entre poucos endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico:

Palavras

Hier: ontem

Aujourd’hui: hoje

Demain: amanhã

A única palavra importante é “amanhã”.

Ora, este francês astuto agarrou-nos pela perna. O resto eu adio para a semana que vem.

O segmento do texto da crônica que NÃO atesta a intertextualidade como uma das marcas da textualidade é:

A “Aquilo que Oscar Wilde e Mark Twain diziam apenas por humorismo (nunca se fazer amanhã aquilo que se pode fazer depois de amanhã), não é no Brasil uma deliberada norma de conduta…”;

B “Ainda há pouco, lendo um livro francês sobre o Brasil, incluído numa coleção quase didática de viagens, encontrei no fim do volume algumas informações essenciais sobre nós e sobre a nossa terra”;

C “O brasileiro adia, logo existe”;

D “Quanto à morte não devem ser esquecidos dois poemas típicos do Romantismo: na Canção do Exílio, Gonçalves Dias roga a Deus não permitir que morra sem que volte para lá, isto é, para cá”;

E “Já Álvares de Azevedo tem aquele famoso poema cujo refrão é sintomaticamente brasileiro: “Se eu morresse amanhã!”.

 

QUESTÃO 5

Ano: 2017 Banca: UFMT Órgão: UFSBA

INSTRUÇÃO: Leia o texto e responda à questão.

O Parque Nacional do Pau Brasil está localizado no município de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, na conhecida Costa do Descobrimento e representa enorme potencial turístico de base sustentável em um bioma que está constantemente ameaçado. No total, são mais de 19 mil hectares de território protegidos, com potencial para se transformar, agora, em um dos principais pontos turísticos do país. Na região, os visitantes encontrarão uma belíssima cachoeira, trilhas abertas e sinalizadas (algumas com acessibilidade para pessoas com dificuldades de locomoção), mirantes de observação para apreciar as paisagens naturais, mais de 40 km de estradas para a prática de ciclismo, além de terem a oportunidade de conhecer árvores de até 600 anos de idade e o berçário de árvores pau-brasil. Quem quiser explorar um pouco mais sobre a história do parque, o encontro de civilizações que ocorreu na região, as comunidades locais e a riqueza da biodiversidade local, poderá visitar a exposição no centro de visitantes.

(Disponível em: http://www.portosegurotur.com. Acesso em: 05 de novembro de 2016.)

Em que reside a intencionalidade desse texto?

A Enfatizar as características turísticas do parque de modo a concretizar seu potencial turístico.

B Incentivar os visitantes do parque a praticar esportes, como caminhada e ciclismo.

C Transformar o parque em reduto de apreciação da natureza tal qual era à época do descobrimento.

D Provocar visitação pública ao parque antes que o bioma no qual se insere acabe.

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Estava complicado? veja aqui a parte teórica: FATORES DE TEXTUALIDADE

RESPOSTAS:

RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA B

RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA C

RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA C

RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA B

RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA A

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