O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX – Parte 2

O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX – Parte 2

O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista

Convivência humana no sistema capitalista neoliberal…            Aposentado: se não puder mais produzir terá lugar na sociedade se tiver condições para consumir. Em verdade, velhos aposentados até sustentam municípios! E em vezes de esperarem o tempo passando continuam produtivos, trabalhando…, e vivem mais.            Há como valorizar o homem de produção-consumo e torná-lo mais feliz, mesmo sem um nível escolar suficiente e profissão tipo mecânico-prático, sapateiro analfabeto, artesão iletrado?            O neoliberalismo é tecnicista, reduz a pessoa, sujeito de direitos e obrigações na sociedade, ser biológico, espiritual, psicológico e social, a uma máquina de fazer e consumir, leva cada pessoa a competir com descarte e sabotagem do sucesso do outro (é a lei do mais esperto, cada um por si, lei de Gérson, levar vantagem em tudo, o individualismo de quem quer ser feliz mesmo que fazendo sofrer, ou a ver em prejuízos, aflição e desesperança ou desespero um outro alguém ou mesmo colega de labuta, afinal um qualquer que seja ou mesmo próximo tem que perder, o nosso-grupo é no máximo a família, alguns poucos amigos, os que são de outros-grupos… é o resto, podem perder e sofrer, indiferença e esperto tirar a eles para o lucro próprio). Pois é, temos a aplicação fria da administração científica de Frederick Winslow Taylor, do Fordismo, são os tempos modernos de Charles Chaplin. Falta uma forma humanitária de produzir, ser, agir. Falta Elton Mayo da administração motivacional, de relações humanas, do ser pessoa de Carl Rogers, do homem fazendo bem o que gosta e se realizando para somar felicidade fraternalmente, cooperativamente, aos sucessos e vitórias de todos da sociedade, todos com suas capacidades oferecendo o seu melhor e tendo um retorno justo para realizar-se conforme o seu momento de potencialidade liberada e usufruída pela comunidade.            Para João Carlos Motti, no livro Insatisfação & Felicidade, engenheiro, administrador, professor universitário e palestrista, presidente do Conselho de Administração do Paraná, “o desafio da convivência é, sem dúvida, uma proposta para a eternidade! Uma das maiores barreiras que encontramos no nosso dia-a-dia é a promoção dos desentendimentos através da comunicação. Prevalece o levar vantagem sempre, apenas o conviver como sobrevivência humana. (…) O desenvolvimento cultural e científico começou a sepultar os animismos que consideravam o ser humano como um instrumento passivo, à mercê das forças dos deuses. (…) Durante todo o século XX, várias teorias foram tecidas para tentar entender e explicar o comportamento humano. Uma idéia que ganhou vários adeptos prega que somos apenas uma máquina. Um artefato bastante complexo, mas que, como todos os engenhos mecânicos, simplesmente obedece às leis determinadas pelo seu catálogo técnico. Quase como uma consequência deste princípio, outra vertente defende que a essência animal subordina a atuação humana às motivações dos instintos básicos definidos como fome, sede e sexo. Os efeitos da aglomeração urbana sobre os indivíduos fizeram surgir a concepção de que o homem é um mero produto da sociedade, aonde todo o comportamento está subordinado aos padrões dominantes da sua cultura. (…) Este sociologismo encontrou oposição nas teorias psicológicas, que preferem reduzir o comportamento humano à influência das forças inconscientes, numa ditadura aonde tudo vem de forma dissimulada, e os atos se sucedem sem que o indivíduo possa se dar conta dos motivos. (…) A verdade é que a sociedade da produtividade está aí para o bem ou para o mal. Ela se comporta como a história da esfinge egípcia. Quem a compreende e sabe atuar dentro dela, terá todos os seus benefícios. Aos que preferem se acomodar, sem se dar ao trabalho de decifrar seus enigmas fica a maldição: serão devorados”.            Outro excelente comunicador administrador de empresas é Leonardo Kurcis, analisa livros sobre motivação e relações humanas, fala de Covey o seguinte: “Entre os benefícios possíveis pelo estudo sistemático das obras de Stephen R. Covey merece destaque: a) aprofundamento do entendimento de que somos responsáveis pela qualidade de nossa vida e não vítimas das circunstâncias produzidas pelas pessoas e pelo meio ambiente; b) nos relacionamentos como nos negócios é possível que todos sejam ganhadores; c) o caminhar na vida leva da dependência para a independência e permite chegar a interdependência, condição daquele que serve as pessoas em suas necessidades; d) a excelência deve estar presente nas habilidades necessárias para a concretização de nossas obras e, especialmente, na grande arte da vida, nossos relacionamentos; e) a integridade de caráter é de fundamental importância para se alcançar sucesso sustentável”.   Do livro “Do Liberalismo ao Neoliberalismo” temos: “A partir de 1990, um novo espectro atormentava a vida das oposições no país: o espectro do famígero neoliberalismo (mercado amplo, Estado mínimo, e privatizações). Ser contra tudo que cheire a neoliberalismo passou a ser indicador de medição do grau de esquerdismo. (…) Há empresário que adotou o Prozac para não sofrer impacto cardiológico com notícias de que terão que enfrentar competição com a abertura do mercado, ou, de que os subsídios deixaram de circular no seu setor econômico. (…) O termo liberalismo é utilizado aqui para se referir ao liberalismo clássico dos séculos XVIII e XIX. Já o neoliberalismo é usado para se referir ao nascimento das idéias liberais da Escola Austríaca, na década de 40, cujos princípios repousam na defesa de uma visão de mundo em que a ação humana é uma praxeologia baseada na economia de mercado (liberalismo clássico), na teoria da escassez (economia neoclássica), na desigualdade como fenômeno natural e na teoria subjetiva de valor. (…) Na modernidade, o liberalismo toma a propriedade privada como sendo a condição ‘sine qua non’ para a realidade da liberdade individual. (…) Do século XVI ao XVIII, a humanidade vivenciou uma de suas maiores transformações existenciais. O Renascimento, juntamente com o Humanismo e o Iluminismo, impuseram uma mudança de era; o mundo passou do teocentrismo para o antropocentrismo. Nesse período, o liberalismo emergiu como representação política e moral da sociedade moderna. Sua consolidação foi se efetivando com a instalação de revoluções burguesas na Europa ao longo do século XVIII. Seu apogeu chegou na metade do século XIX. Desprezado e combatido na primeira metade do século XX, renasceu com bastante expressão política e ideológica no final da década de 70 na Inglaterra e nos Estados Unidos. O neoliberalismo é uma concepção de mundo surgida, no início do século XX, contra a predominância das políticas estatizantes de influência socialista e das políticas social-democráticas de influência keynesiana. Da década de 30 até a década de 70, a produção teórica neoliberal ficou restrita aos muros das academias e das instituições de pesquisa. Somente, no início dos anos 70, com a eleição de Margaret Thatcher na Inglaterra e Ronald Reagan nos Estados Unidos, o neoliberalismo chegou ao poder iniciando-se uma campanha em busca da hegemonia ideológica no mundo. Com a simbólica queda do Muro de Berlim e com a extinção da União Soviética, os neoliberais anunciaram, de forma eufórica, a ‘vitória definitiva’ da economia de mercado, que significava a conjunção do liberalismo econômico com o liberalismo político. (…) Por ser um animal que pensa e age, o homem tornou-se um animal social. A sociedade nada mais é do que divisão de trabalho e combinação de esforços. Para Von Mises ‘A cooperação social nada tem a ver com amor pessoal, nem com um mandamento que nos diz para amarmos uns aos outros. As pessoas não cooperam sob a égide da divisão do trabalho porque amam ou deviam amar uns aos outros. Cooperam porque assim servem melhor as seus próprios interesses. Nem é amor, nem a caridade ou qualquer outro sentimento afetuoso, mas sim o egoísmo, corretamente entendido, que originalmente impeliu o homem a se ajustar às exigências da sociedade, a respeitar as liberdades e direito de seus semelhantes e a substituir a amizade e o conflito pela cooperação pacífica”.   Em “A Evolução das Idéias Sociais”, ‘Herdeiro sob muitos aspectos de algumas vertentes iluministas, as idéias sociais liberais ou liberalismo, representam a crença num conjunto de idéias e doutrinas, teorias e práticas que visam garantir uma liberdade maior para os indivíduos nos mais diferentes campos da atuação humana, especialmente no que diz respeito aos aspectos econômicos e políticos. (…) O liberalismo econômico é uma doutrina que parte do pressuposto segundo o qual existe uma ordem natural para os fenômenos econômicos a qual tende ao equilíbrio pelo livre jogo da concorrência e da não-intervenção do Estado, com garantia de liberdade individual e como meio de se atingir o máximo de eficiência na produção e o máximo de justiça na repartição do produto. Como corolário, o liberalismo político é uma doutrina que visa estabelecer a liberdade política do indivíduo em relação ao Estado e preconiza oportunidades iguais para todos os cidadãos.”  João Mellão, político e jornalista da época de Hélio Ansaldo na Record, em seu livro de 1990 “O Pensamento Liberal Moderno”, diz o que Lula está tentando fazer a bem pela meninada pobre lá de Manguinhos – Rio: “A questão da miséria não se resolve através de soluções milagrosas, como, aliás, nada na vida se resolve assim. Antes de tentar solucionar o problema é preciso entendê-lo. Existe o que o economista sueco Guinnar Myrdall, Nobel de Economia, definiu como o ciclo vicioso da miséria. O cidadão nasce pobre. Por ser pobre se alimenta mal, alimentando-se mal não se desenvolve física nem intelectualmente, não consegue estudar e chega à idade adulta como um indivíduo franzino e despreparado. Quando vai trabalhar, obviamente produz pouco. Produzindo pouco, ganha pouco, ganhando pouco perpetualiza o seu ciclo de miséria, já que seus filhos também vão se alimentar mal, serem doentes e semi-analfabetos. Parece claro que, sozinho, esse cidadão não conseguirá escapar de seu cruel destino. Ou o Estado lhe garante nutrição, saúde e educação adequada desde a infância, o que lhe permite sair do ciclo, ou os seus patrões, por algum motivo, darão um jeito de pagar-lhe melhores salários.”  É, o possível Lula fez e ainda estará fazendo em Manguinhos, com o governador e o Pezão tentam quebrar o ciclo vicioso da miséria; mas, ouvindo comentários, senti uma negatividade a respeito, um desacreditamento devido a outras experiências semelhantes que não deram certo: é de se ouvir, será que pensaram nos gastos futuros de manutenção do que está sendo construído? Renovar os morros cariocas e fundar novas escolas de elites a pobres com piscinas e muito mais, parece ser bom, até onde poderá expandir pela restrição do orçamento? Se o impossível só pertence a Deus então… Ufa!, trabalho vai ter para gerar mais e mais recursos na crise!  No livro citado, Mellão vai respondendo perguntas e assim se expressa sobre o pensamento liberal: “Em termos práticos, eu diria que o liberalismo moderno, o qual chamaria de ‘liberalismo social pragmático’ é a filosofia dos homens que por possuírem um mínimo de discernimento e senso crítico, não aceitam mais as ideologias prontas e as verdades absolutas. (…) O liberalismo clássico, como também aquilo que atualmente se chama de ‘neoliberalismo’ é uma ideologia que se coloca radicalmente contra qualquer atividade do Estado e acredita que toda e qualquer atividade, na sociedade, deve ser absolutamente livre, todo mundo pode fazer o que bem entender. Entendem os liberais clássicos que uma ‘mão invisível’ ou seja, as leis do mercado, acabam por criar equilíbrio e proporcionar harmonia ao todo. É uma visão conceitualmente correta porém primitiva e incompleta. Enxerga a sociedade ideal como, digamos, um galinheiro, onde as galinhas devam ser totalmente livres e as raposas também… Nós defendemos (liberalismo social) a prevalência das leis do mercado, o direito de livre escolha de cada um, mas não vemos no Estado um mal em si. Da mesma forma que um trem não anda se não houver dois trilhos, nós entendemos que a liberdade jamais será um valor permanente se não for acompanhada da Igualdade. A igualdade de oportunidades. O Estado, em nossa opinião, deve existir, justamente para garantir esse nivelamento das oportunidades, através da execução eficiente das quatro tarefas que lhe são inerentes: Educação, Saúde, Segurança e Justiça. (…) Temos em relação ao socialismo várias diferenças básicas e fundamentais.Concordamos, talvez, unicamente nos aspectos morais. Os socialistas pretendem acabar com a miséria. Nós também. Eles se revoltam com a exploração dos mais humildes. Nós também. Eles pretendem uma sociedade próspera e afluente. Nós também lutamos por isso. Mas as semelhanças acabam por aí. Eles entendem a igualdade como igualdade de condições – todo mundo tem que ter as mesma condições de vida e se adequar aos mesmos padrões de consumo e comportamento. Nós entendemos igualdade como igualdade de oportunidades. Na nossa concepção, todos têm direito às mesmas chances – garantia de saúde e nutrição adequadas, acesso às boas escolas, igualdade de direitos e deveres perante a Lei, segurança individual para defender o que amealhou – mas, a partir daí, depende do esforço, do talento e da competência de cada um o sucesso maior ou menor que obterá na vida. (…)”.

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