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Critérios de textualidade: coerência e coesão

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Critérios de textualidade: coerência e coesão

COESÃO:

Palavras como preposições, conjunções e pronomes possuem a função de criar um sistema de relações, referências e retomadas no interior de um texto; garantindo unidade entre as diversas partes que o compõe. Essa relação, esse entrelaçamento de elementos no texto recebe o nome de Coesão Textual.

Há, portanto, coesão, quando seus vários elementos estão articulados entre si, estabelecendo unidade em cada uma das partes, ou seja, entre os períodos e entre os parágrafos.

Tal unidade se dá pelo emprego de conectivos ou elementos coesivos, cuja função é evidenciar as várias relações de sentido entre os enunciados.

Quando um conectivo não é usado corretamente, há prejuízo na coesão. Observe:

A escola possui um excelente time de futebol, portanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato. O conectivo “portanto” confere ao período valor de conclusão, porém não há verdadeira relação de sentido entre as duas frases: a conclusão de não vencer não é possuir um excelente time de futebol. Analisaremos, a seguir, o problema na coesão:

É óbvio que existem duas ideias que se opõem, são elas: possuir um time de futebol x não vencer o campeonato.

Logo, só podemos empregar um conector que expresse ideia adversativa, são eles: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante. O período reescrito de forma adequada, fica assim: A escola possui um excelente time de futebol, mas até hoje não conseguiu vencer o campeonato….,porém até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

…,contudo até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

…,todavia até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

…,entretanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

…, no entanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

…, não obstante até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

Falar em coesão é necessariamente falar em endófora e exófora. Aquela se impõe no emprego de pronomes e expressões que se referem a elementos nominais presentes na superfície textual; esta faz remissão a um elemento fora dos limites do texto.

 

Referenciação

A referenciação ocorre, basicamente, por meio de dois movimentos, chamados de movimentos retrospectivo e progressivo, respectivamente anáfora e catáfora. Tomando como objeto de análise o mesmo exemplo, vamos observar agora as anáforas e catáforas.

Vejamos as principais características de cada uma delas:

Endófora é dividida em: anáfora e catáfora.

a) Anáfora: expressão que retoma uma ideia anteriormente expressa.

“Secretária de Educação escreve pichação com “x”. Ela justifica a gafe pela pressa”.

Observe que o pronome “Ela” retoma uma expressão já citada anteriormente – Secretária de Educação – , portanto trata-se de uma retomada por anáfora.Dica: vale lembrar que a expressão retomada (no exemplo acima representada pela porção Secretária de Educação) é, também, chamada, em provas de Concurso, de referente ideológico.

b) Catáfora: pronome ou expressão nominal que antecipa uma expressão presente em porção posterior do texto. Observe:

Só queremos isto: a aprovação!

No exemplo, o pronome “isto” só pode ser recuperado se identificarmos o termo aprovação, que aparece na porção posterior à estrutura. É, portanto, um exemplo clássico de catáfora. Vejamos outros:

Eu quero ajuda de alguém: pode ser de você.

(catáfora ou remissão catafórica) Não viu seu amigo na festa.

(catáfora ou remissão catafórica)

“A manicure Vanessa foi baleada na Tijuca. Ela levou um tiro no abdome”.

(anáfora ou remissão anafórica)

Três homens e uma mulher tentaram roubar um Xsara Picasso na Tijuca: deram 10 tiros no carro, mas não conseguiram levá-lo. (anáfora ou remissão anafórica)

Exófora: a remissão é feita a algum elemento da situação comunicativa, ou seja, o referente está fora da superfície textual.

 

Mecanismos de coesão:

 

é meio pelo qual ocorre a coesão em um texto. Os principais são:

1) Coesão por substituição:

consiste na colocação de um item em lugar de outro(s) elemento(s) do texto, ou até mesmo de uma oração inteira.

Ele comprou um carro. Eu também quero comprar um.

Ele comprou um carro novo e eu também.

Observe que ocorre uma redefinição, ou seja, não há identidade entre o item de referência e o item pressuposto. O que existe, na verdade, é uma nova definição nos termos: um, também. Comparemos com outro exemplo:

Comprei um carro vermelho, mas Pedro preferiu um verde.

O termo “vermelho” é o adjunto adnominal de carro. Ele é, então, o modificador do  substantivo.

Todavia, esse termo é silenciado e, em seu lugar, faz-se presente a porção especificativa “verde”. Logo, trata-se de uma redefinição do referente.

2) Coesão por elipse:

ocorre quando elemento do texto é omitido em algum dos contextos em que deveria ocorrer.

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APOSTILA SOLDADO BOMBEIRO PMBA/CBMBA 2019

-Pedro vai comprar o carro?

– Vai!

Houve a omissão dos termos Paulo (sujeito) e comprar o carro (predicado verbal), todavia essa não prejudicou nem a correção gramatical nem a clareza do texto. Exemplo clássico de coesão por elipse.

3) Coesão por Conjunção:

Estabelece relações significativas entre os elementos ou orações do texto, através do uso de marcadores formais – as conjunções. Essas podem exprimir valor semântico de adição, adversidade, causa, tempo…

Perdeu as forças e caiu. (adição)

Perdeu as forças, mas permaneceu firme. (adversidade)

Perdeu as forças, porque não se alimentou. (causa)

Perdeu as forças, quando soube a verdade. (tempo)

Observe que todas as relações de sentido estabelecidas entre as duas porções textuais são feitas por meio dos conectores: e, mas, porque, quando.

4) Coesão Lexical:

É obtida pela seleção vocabular. Tal mecanismo é garantido por dois tipos de procedimentos:

a)Reiteração (repetição): ocorre por repetição do mesmo item lexical ou através de hiperônimos, sinônimos ou nomes genéricos.

O aluno estava nervoso. O aluno havia sido assaltado. (repetição do mesmo item lexical) Uma menina desapareceu. A garota estava envolvida com drogas.

(coesão resultante do uso de sinônimo) Havia muitas ferramentas espalhadas, mas só precisava achar o martelo.

(coesão por hiperônimo: ferramentas é o gênero de que martelo é a espécie)

Todos ouviram um barulho atrás da porta. Abriram-na e viram uma coisa em cima da mesa.

(coesão resultante de um nome genérico)

Observação: nos exemplos acima, observamos que retomar um referente por meio de uma expressão genérica ou por hiperônimo é um recurso natural de um texto.

Muitos estudantes de concursos ou vestibulares perguntam se é errado repetir palavras em suas redações. A resposta é simples: se houver, na repetição, finalidade enfática você não será penalizado.

Todavia, a escolha dos recursos coesivos mais adequados deve ser feita, levando-se em consideração a articulação geral do texto e, eventualmente, os efeitos estilísticos que se deseja obter.

b)Coesão por colocação ou contiguidade: consiste no uso de termos pertencentes a um mesmo campo semântico.

Houve um grande evento nas areias de Copacabana, no último dia 02.

O motivo da festa foi este: o Rio sediará as olimpíadas de 2016

Domínio dos mecanismos de coerência textual

 

COERÊNCIA

A COERÊNCIA é a relação lógica entre as ideias, fazendo com que umas complementem as outras, não se contradigam e formem um todo significativo que é o texto, ou seja, A coerência textual resulta da relação harmoniosa entre as ideias apresentadas num texto.

Domínio dos mecanismos de coerência textual:

Podemos entender melhor a coerência compreendendo os seus três princípios básicos:

Princípio da Não Contradição: em um texto não se pode ter situações ou ideias que se contradizem entre si, ou seja, que quebram a lógica.

Princípio da Não Tautologia: Tautologia é um vício de linguagem que consiste n a repetição de alguma ideia, utilizando palavras diferentes. Um texto coerente precisa transmitir alguma informação, mas quando há repetição excessiva de palavras ou termos, o texto corre o risco de não conseguir transmitir a informação. Caso ele não construa uma informação ou mensagem completa, então ele será incoerente.

Princípio da Relevância: Fragmentos de textos que falam de assuntos diferentes, e que não se relacionam entre si, acabam tornando o texto incoerente, mesmo que suas partes contenham certa coerência individual. Sendo assim, a representação de ideias ou fatos não relacionados entre si, fere o princípio da relevância, e trazem incoerência ao texto.

Outros dois conceitos importantes para a construção da coerência textual são a CONTINUIDADE TEMÁTICA e a PROGRESSÃO SEMÂNTICA.

Há quebra de continuidade temática quando não se faz a correlação entre uma e outras partes do texto (quebrando também a coesão). A sensação é que se mudou o assunto (tema) sem avisar ao leitor.

Já a quebra da progressão semântica acontece quando não há a introdução de novas informações para dar sequência a um todo significativo (que é o texto). A sensação do leitor é que o texto é demasiadamente prolixo, e que não chega ao ponto que interessa, ao objetivo final da mensagem.

A COERÊNCIA, é a relação lógica entre as ideias, fazendo com que umas complementem as outras, não se contradigam e formem um todo significativo que é o texto.

FONTES:  Infoescola

A coerência como uma propriedade do texto tem quatro regras:

 

Repetição: Diz respeito à necessária retomada de elementos no decorrer do discurso. Um texto coerente tem unidade, já que nele há a permanência de elementos constantes no seu desenvolvimento. Um texto que trate a cada passo de assuntos diferentes sem um explícito ponto comum não tem continuidade. Um texto coerente apresenta continuidade semântica na retomada de conceitos, ideias. Isto fica evidente na utilização de recursos linguísticos específicos como pronomes, repetição de palavras, sinônimos, hipônimos, hiperônimos etc. Os processos coesivos de continuidade só se podem dar com elementos expressos na superfície textual; um elemento coesivo sem referente expresso, ou com mais de um referente possível, torna o texto mal-formado.

Progressão: O texto deve retomar seus elementos conceituais e formais, mas não deve limitar-se a isso. Deve, sim, apresentar novas informações a propósito dos elementos mencionados. Os acréscimos semânticos fazem o sentido do texto progredir. No plano da coerência, percebe-se a progressão pela soma das ideias novas às que são já tratadas. Há muitos recursos capazes de conferir sequenciação a um texto.

Não-contradição: um texto precisa respeitar princípios lógicos elementares. Não pode afirmar A e o contrário de A. Suas ocorrências não podem se contradizer, devem ser compatíveis entre si e com o mundo a que se referem, já que o mundo textual tem que ser compatível com o mundo que representa. Esta não-contradição expressa-se nos elementos linguísticos, no uso do vocabulário, por exemplo. Em redações escolares, costuma-se encontrar significantes que não condizem com os significados pretendidos. Isso resulta do desconhecimento, por parte do emissor, do vocabulário a que recorreu.

Relação: um texto articulado coerentemente possui relações estabelecidas, firmemente, entre suas informações, e essas têm a ver umas com as outras. A relação em um texto refere-se à forma como seus conceitos se encadeiam, como se organizam, que papeis exercem uns em relação aos outros. As relações entre os fatos têm que estar presentes e ser pertinentes.

A coerência textual não está na superfície do texto: a construção de sentidos será feita de acordo com o conhecimento prévio de cada leitor

Quando você se propõe a escrever um texto, certamente se lembra de quem vai ler, não é verdade? Provavelmente, você também se lembra de que alguns cuidados devem ser tomados para que o leitor compreenda o texto. Nessa tentativa de fazer-se compreendido, você estabelece alguns padrões mentais que diferem o que é coerente daquilo que não faz o menor sentido, certo?

Pois bem, intuitivamente, você está seguindo um princípio básico para uma boa redação, chamado de coerência textual. Você pode até não conhecer a exata definição desse elemento da linguística textual, mas possivelmente evita construções ininteligíveis em sua redação e recorre aos seus conhecimentos sociocognitivos. A coerência é uma conformidade entre fatos ou ideias, próprio daquilo que tem nexo, conexão, portanto, podemos associá-la ao processo de construção de sentidos do texto e à articulação das ideias. Por serem os sentidos elementos subjetivos, podemos dizer que a coerência não pode ser delimitada, pois o leitor é o responsável pela constituição dos significados do texto.

Fonte: Texto de Maria Lúcia Mexias Simon

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