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Inferência de informações implícitas no texto e das relações de causa e consequência entre as partes de um texto

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Inferência de informações implícitas no texto e das relações de causa e consequência entre as partes de um texto.

Inferência de informações implícitas no texto

Primeiro veremos os conceitos de Inferência e informações implícitas:

Inferência: Tirar por conclusão; deduzir pelo raciocínio. Inferir. Admissão da verdade de uma proposição, que não é conhecida diretamente, em virtude da ligação dela com outras proposições já admitidas como verdadeiras.

Raciocínio concluído ou desenvolvido a partir de indícios: a dedução é um tipo de inferência. Processo intelectual segundo o qual é possível chegar a uma conclusão a partir de premissas. Raciocínio através do qual uma proposição é considerada verdadeira pela sua ligação com outras já tidas como verdadeiras; a proposição que se assume como sendo verdadeira.

Fonte: Dício

Informações implícitas:

Em um texto articulam-se informações de duas naturezas: explícitas e implícitas, sendo ambas fundamentais no processamento dos sentidos. Estes são determinados não apenas pelas informações explicitadas na sua linearidade, mas por aquelas que constituem o conhecimento de mundo dos interlocutores e que não foram citadas no texto.

Em outras palavras, podemos dizer que o implícito em um texto é tudo o que está presente nesse texto pela sua ausência – os subentendidos; é tudo o que não está dito, mas que também está significando.

Tomemos o enunciado a seguir:

(1)  Amiga 1: Será que daria pra você trazer o meu CD amanhã?

(2)  Amiga 2: Vai ter manifestação na Av. Paulista…!

(3)  Amiga 1: Nossa! Amanhã? Então a gente se vê na quarta, tá bom?

(4)  Amiga 2: Que pena, eu ia passar pra te pegar e a gente ir junto…

Apesar da aparente incoerência entre o que uma amiga diz para a outra, todos conseguimos compreender que:

  1. a) a Amiga 1 parece ter emprestado um CD para a Amiga 2;
  2. b) a Amiga 2 não vai levar o CD porque vai à manifestação (inferência autorizada na linha (4);
  3. c) a Amiga 1 não vai à manifestação (inferência possível na linha 3 e autorizada na (4);
  4. d) a Amiga 1 sabia que a 2 iria à manifestação, pois se surpreendeu apenas com a data;
  5. e) a Amiga 1 ficou sabendo da data apenas com a Amiga 2;
  6. f) a Amiga 2 irá de carro e daria uma carona para a Amiga 1;
  7. g) a Amiga 2 pensava que a Amiga 1 iria à manifestação (decepcionou-se quando ela disse que não iria);
  8. h) as amigas vão ficar pelo menos um dia sem se ver;
  9. i) a manifestação pode ser na cidade de São Paulo, considerando o nome da avenida, e por esse ser um local típico para a realização de manifestações.

Concluindo, todos fomos capazes de constituir informações implícitas: considerando eventuais pressupostos – inferência realizada em a), pois se a Amiga 1 pede a devolução do CD, então só pode tê-lo emprestado para a colega; a partir das pistas oferecidas no próprio texto – como em b), c), d), e), f) e g); e a partir do conhecimento de mundo – como no item i).

As informações implícitas, portanto, constituem o sentido de um texto. No processo de leitura, tais informações só podem ser recuperadas por meio da inferenciação, ou seja, através da identificação de sentidos possibilitados por deduções e conclusões que articulam as marcas linguísticas do texto com as características da situação de comunicação e com os diversos tipos de conhecimentos prévios do leitor.

Alguns autores costumam classificar as inferências como locais ou globais. As locais seriam realizadas quando acontece uma lacuna de compreensão, provocada, por exemplo, pela presença de uma palavra cujo significado é desconhecido. Nesse caso, o leitor retoma o texto e procura pistas que permitam descobrir os sentidos. Já as globais são resultantes dos pressupostos e dos subentendidos, e são realizadas recuperando-se as marcas linguísticas do texto, a significação já elaborada, e articulando essas informações com os conhecimentos de mundo.

Fonte: Glossário Ceale

Relações de causa e consequência entre as partes de um texto

Estabelece a relação de causa e consequência entre partes e elementos do texto.

Você deve reconhecer o motivo pelos quais os fatos são apresentados no texto, ou seja, as relações expressas entre os elementos que se organizam, de forma que um é resultado do outro. Com isso, você deve estabelecer relações entre as diversas partes que o compõem, averiguando as relações de causa e efeito, problema e solução, entre outros.

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Exemplo:

A raposa e as uvas

Uma raposa passou por baixo de uma parreira carregada de lindas uvas. Ficou logo com muita vontade de apanhar as uvas para comer. Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu. Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo:

— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes mesmo…

ROCHA, Ruth. Fábula de Esopo. São Paulo, FTD, 1992.

Esta fábula ensina que algumas pessoas quando não conseguem o que querem, culpam as circunstâncias.

Exemplo 2

A função da arte

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.  E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

– Me ajuda a olhar!

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno 5ª ed. Porto Alegre: Editora L & PM, 1997.

O menino ficou tremendo, gaguejando porque:

(A) a viagem foi longa.

(B) as dunas eram muito altas.

(C) o mar era imenso e belo.

(D) o pai não o ajudou a ver o mar.

Resposta: C

 

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